terça-feira, 11 de maio de 2010

O elefante na sala

Sabe quando uma coisa na cabeça fica tão grande que você não consegue pensar em outras coisas? É isso que está me acontecendo essa semana.
Tenho que escrever um parecer no trabalho sobre uma coisa que eu não concordo e que eu não tenho certeza se está certa ou não. Estou querendo escrever contra o caso, mas a verdade é que eu não sei se a coisa foi feita certa ou não.
Engraçado. Escrever isso aqui já me faz perceber que eu tenho que passar a peteca para outra pessoa. Não é certo me preocupar sozinha. Eu nem tinha percebido que eu estava preocupada.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Oscilações

Oi, gente

Estou em um humor meio flutuante. Cheia de energia para outras coisas que não escrever no Blog. Tenho que ficar me dizendo: "coloca pelo menos uma linha para o pessoal saber que eu não parei de escrever."
Estou fazendo uns rascunhos extremamente de torturar personagens. Estou escrevendo, mas não o que eu gostaria de estar escrevendo. São coisas que saltam para a mente e que tornam impossíveis de escrever qualquer outra coisa.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Hana e os Personagens 2: Questões de Linguagem

Linguagem é uma coisa que me faz gastar bastante tempo quando eu estou rascunhando. Não a linguagem no sentido gramatical da coisa, mas a linguagem como manifestação do personagem. Isso me pega bastante, porque eu acho que a linguagem é a única maneira que eles têm para se manifestar no mundo.

Eu encontro um problema sério em deixar o personagem se expressar. Eu odeio escrever gramaticalmente errado. Absolutamente odeio. E, ao mesmo tempo, eu quero que os personagens tenham voz. Quando eu reescrevo, então, eu tento corrigir os problemas da língua falada quando posta no papel. Ainda assim, eu quero manter o ritmo de fala. O que acontece, então, é que eu "escuto" o personagem dizer "tá bem", penso "está bem" e escrevo "tudo bem". Depois de um tempo, o ritmo da fala de alguns personagens fica forte na cabeça e eu não preciso mais fazer essa fórmula. Já sai naturalmente pela prática. Mas essa prática precisa ser refeita a cada personagem, para cada nova história.

Esse é o meu maior problema com a Ana Maria (da minha historinha que está no fictionpress.com, "Uma questão de identidade", que toda hora eu penso se o título não está errado, que na verdade ele seria "A questão da identidade"). Ana Maria não é uma personagem que eu me dei bem no começo. Além de achar que nós não temos nada em comum, às vezes eu acho que ela não é exatamente uma garota brilhante. Isso reflete na linguagem dela. Só que estou percebendo que ela pensa rápido. Às vezes até rápido demais, porque a linguagem não consegue acompanhar a rapidez de raciocínio.

A narrativa, então come palavras, abrevia, faz de tudo para sair rápida como a língua dela. Minha vontade é de arrancar os cabelos, porque ela fala "devia" ao invés de "deveria", ela fala os "tá bem" que me atormentam tanto com outros personagens. Só que eu percebo que se eu editar a linguagem dela, se eu tentar barrar os impulsos da linguagem dela, ela não vai ser a Ana Maria.

Acho que a única solução que existe é aceitar, porque eu não quero mudar quem ela é.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tempo e personagens

Estou me deparando com uma situação muito adversa com a história que eu estou publicando no fictionpress.com. A personagem/narradora Ana Maria tem um sério problema com o tempo. Isso está dificultando para editar a história. Como eu não estou planejando com antecedência os capítulos, estou esperando pela espontaneidade da personagem em contar a própria história, ela acaba dando saltos no tempo. Não só para o futuro, mas para o passado também. Acaba sendo uma situação meio estranha, porque algumas vezes parece importante colocar o passado dela em cena, algumas vezes parece que são coisas que ela não gosta de lembrar. Acaba saindo uma coisinha e outra como que a conta-gotas.
Eu dizia que eu não sabia se eu gostava da personagem, porque nós éramos tão completamente diferentes. Agora aprendi a gostar da diferença dela. Estou admirando a história dela. Estou achando interessante. Se ninguém mais vier a pensar isso, ao menos eu vou estar satisfeita em contar a história dela, porque está me tocando.
Uma outra hora eu vou falar sobre a linguagem dela. Agora não, tenho que rascunhar.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Sacaneando a Musa

Estou voltando a me sentir motivada para escrever. Isso é muito bom. A melhor parte é usar o escrever para melhorar o meu humor e não contrário.

Eu sempre me encantei muito com o pessoalzinho que tem boas ideias, que tem um bom "princípio" de estilo. O que eu estou falando é sobre os iniciantes. Eu gosto de ler coisas de iniciantes. Eu própria sou um deles. Gosto de pensar que sou uma iniciante com alguma prática, porque já faz mesmo bastante tempo que eu tenho brincado com as palavras.

Às vezes ler alguma coisa de um iniciante mais jovem, vamos dizer assim, faz perceber que eu já tive algum progresso e que me sinto mais confortável nos meus sapatos para escrever coisas que antes me agoniavam escrever. Acho que deveriam agoniar também quem lia, porque meus textos eram bem crus. Se eu acho que eu tive algum progresso (que espero eu tenha tido e não seja apenas uma ilusão da minha mente hipercriativa), isso se deve à prática.

Sempre digo que morro de inveja das pessoas que conseguem trabalhar inspiradas, que eu tenho que suar a camisa para conseguir fazer um texto. Agora estou achando que possa existir alguma inspiração para mim. Algumas vezes eu me pego pensando em "sacanear a musa". Não pergunte. Para mim isso virou sinônimo de escrever sem estar inspirada. Meio que um cuspir na cara da musa e dizer que eu não preciso dela. Ao menos, é claro, até eu precisar de inspiração. E todo mundo precisa de um pouco disso de vez em quando.

O resto do tempo, esse sim, é trabalho, trabalho, trabalho. Esse, na verdade, é o conselho para todo o iniciante, independente de que grau ele seja: pratique sempre, todos os dias e em qualquer lugar.

domingo, 28 de março de 2010

Fictionpress.com

O segundo capítulo do meu original "Uma questão de identidade" já está online no www.fictionpress.com.  Quem tiver interesse, o endereço é:

http://www.fictionpress.com/~hanahimura

sábado, 27 de março de 2010

Maluquice!

Estava falando com a minha amiga e percebi um negócio muito maluco.
Eu tinha um site quando eu era mais novinha (meio criança, heheheheeh). Tinha época que dava uma pancada de visitante por mês. Eu escrevia umas materiazinhas meia-boca sobre games e nunca me toquei que tinha gente que poderia estar lendo aquilo que eu escrevia. Devo ser a pessoa mais desligada do mundo! Não sabia que escrevendo eu corria o risco de alguém ler!
Sei lá, acho que eu não tinha noção de que os números eram pessoas. Ficava só pensando em quantidade de visitantes, mas não pensava que alguém pudesse ter tomado o tempo para ler o que eu escrevi.
E aqui? Será que alguém toma tempo?