domingo, 14 de março de 2010

Conversa estranha com a minha cara-metade.

Já sei sobre o que você escreve, ele diz. Estou no meio de um bloqueio e qualquer idéia é bem vinda, mesmo sabendo que “lá vem coisa”.
Escreve uma série de dez livros, baseados nos doze trabalhos de Hércules. Tipo, o cara tem que fazer doze trabalhos.
Por que dez livros? É o que eu pergunto. Se o cara vai fazer doze trabalhos, por que tem que ser dez livros?
É para mudar um pouco. Tem que ser dez livros. Ou melhor, tem que ser sete.
Por que sete? Pergunto. Porque sete é o número de Deus.
Por que não três? Pensei na santíssima trindade e que três também é um dos tremendos números que têm algum significado.
Três é muito pouco, ele diz. Hoje em dia tudo tem que ser em grandes números. Ninguém mais escreve um livro só, ninguém mais conta uma história sem enrolar. Tem que ser várias partes, que é mais lucrativo.
Fiquei pensando nisso.

Originais

Estou pensando seriamente em publicar meus originais no fictionpress.com. Já publiquei um pequeno rascunho lá, ainda não vi qual é a taxa de visualização, mesmo porque era só um texto meio estranho que eu não saberia definir o que é exatamente.
Mas o que eu estou pensando em publicar são duas histórias que estão bem próximas do meu coração, duas histórias que eu gosto demais e que, talvez, essa seja a única forma de eu realmente escrevê-las, se eu tiver alguém para ler. Ainda estou pensando, mas estou seriamente propensa a fazer isso mesmo.

sábado, 13 de março de 2010

Procrastinação

Estou em um daqueles dias horríveis que eu tento de tudo para não escrever uma linha. Não é bem uma coisa consciente, porque eu tenho vontade de escrever. A questão é que o resto das coisas começa a parecer tão atrativo que eu corro para fazer todo o resto ao invés de fazer o que eu deveria. Daí, vai para o ralo as 1.500 palavras, só porque eu fico enrolando.

Hana

sexta-feira, 12 de março de 2010

Para pensar...

"A única coisa que um autor tem de verdadeiramente próprio é o corpo; o seu texto talvez não passe de paródias entrelaçadas, acumuladas, expandidas ou superpostas, pando. Em cada autor há uma série de pequenos autores."
(Autran Dourado, citado por Raimundo Carrero em "Os segredos da ficção")

quinta-feira, 11 de março de 2010

As 1500 palavras...

Parece ser um consenso, todos os autores de livros sobre escrever que eu já li até hoje falam sobre criar um hábito. Escrever algumas páginas por dia ou um determinado número de palavras. Eu sou adepta das 1.500 palavras.

Por que 1.500? Em um toque você escreve 200, 350 palavras. Sem pensar você consegue escrever números pequenos. Para escrever 1000 palavras você precisa de um pouco mais de elaboração. Para escrever 1.500 você tem que avançar um passo, você tem que dar significado para o que seriam apenas palavras soltas. Elas não te forçam demais, mas elas forçam um pouco os seus limites.

Eu li em algum lugar que um grande autor de língua inglesa escrevia todos os dias em horário comercial. Era quase como se ele batesse ponto. Se ele estava escrevendo e o tempo acabava, ele parava, ainda que fosse no meio da frase, ou no meio da parava. Ele não completava o pensamento. O único dia que ele não escrevia, era o domingo, porque era "o dia do Senhor".

Imagino como deve ser passar tanto tempo escrevendo de uma vez só. Talvez um dia eu ponha em prática, só por curiosidade.

Hana

quarta-feira, 10 de março de 2010

Outros hábitos

É bom não ficar com a cabeça só em histórias, que a gente fica maluquinho da vida. Estou investindo em alguns outros hábitos para distrair a mente. Um deles é bater fotos. Como às vezes eu não tenho outra coisa para bater fotos de, acaba que o computador está cheio de fotos da minha cachorrinha. Mas quem é que pode me culpar? Ela é linda! (Pareço mamãe coruja)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Uma folga...

Estou trabalhando em um rascunho que está ficando meio estranho. É meio que uma experiência, estou deixando a personagem narrar tudo e contar a história. Estou tentando não pensar em nada com antecedência, o que sai na hora é o que saiu. Sem planos, sem nada.
O maior problema que eu estou enfrentando é que eu não sei se eu gosto dela. Nós somos diferentes demais. Se colocassem nós duas na mesma sala, a gente não iria ter assunto nenhum.