Ultimamente os meus sonhos têm sido campeões em maluquice.
O desta noite foi o mais estranho. Sonhei que estava comprando um relógio. Só tinha relógio cor-de-rosa na loja, mas isso eu não tinha achado estranho. Só tinha achado estranho que eram todos feios. Enquanto eu estava escolhendo, acabou a luz na loja e, inexplicavelmente, ao invés de comprar o relógio eu terminei me candidatando a presidente do diretório acadêmico de uma universidade que eu nem estudo.
Passei o maior stress no sonho, pensando em como é que eu iria fazer a minha campanha se eu não conhecia ninguém e nem sabia o que é que o presidente do DCE faz. No fim, decidi que o primeiro passo consertar a situação era me matricular na universidade. Pensei que seria legal estudar alguma coisa relacionada com solo. Daí eu vi na lista que tinha um curso sobre magma e pensei: taí, um curso legal!
Completamente maluco...
sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Rascunhos
Uma pequena coisa que eu escrevi o outro dia.
Apenas palavras
“Eu te admiro por isso”, ele disse. Ela imaginou o que ele quis dizer. Eram apenas palavras, talvez. Algumas vezes palavras servem para calar, ela cogitou. Talvez não quisessem dizer realmente nada.
“Gosto de você”, “eu te amo”, geralmente não têm esse sentido.
“Gosto de você” e viro as costas quando você precisa. Era difícil acreditar quando tantas pessoas já haviam lhe virado as costas e saído mão em mão com estranhos.
“Eu te amo” e te magôo, deveria estar explícito. Nunca era dito, mas sempre estava lá, pairando sobre as juras de amor. É impossível magoar sem amor.
“Eu te admiro por isso.” Não se encaixava em nenhuma das noções pré-concebidas que ela tinha. O que deveria significar? Que não havia outros motivos para ela despertar interesse? Que ela era apenas aquilo? Aquela fração ínfima de sua personalidade era só o que ele via? O pequeno ponto e não a sucessão interminável de vírgulas...
Não. Eram apenas palavras. Palavras são ditas sem serem pensadas. Imprensadas entre a língua e o céu da boca, como ela gostava de pensar. Custavam a sair. Se saíssem fáceis, não significavam nada. Se saíssem difíceis demais, talvez fossem mentiras. Mentiras precisam mais elaboração do que a verdade. Uma mentira bem contada se torna uma verdade, ou era o que ela pensava.
Estava se enganando, tinha certeza. De tantas coisas que ele poderia escolher para admirar, tinha que ser o pequeno ponto? Não era nem a exclamação, não era nem o argumento. Era o ponto. O ponto final, o último dos pontos. Era o ponto que importava. Ou pelo menos, o que mais importava para ela. O ponto essencial da sua existência.
Era difícil. Era aquele o ponto que sempre provocava o “e te magôo”. Era ele que fazia amar, mas também era capaz de destruí-la completamente. Estava fraca e cansada demais para isso. Queria não ter escutado as palavras. Estava farta de acreditar que elas diziam mais do que a verdade.
“Eu te admiro por isso”, ele disse.
“Obrigada”, ela respondeu e seguiu em frente, fingindo que ele havia mentido. Intimamente, queria dizer “eu te amo”.
E te magôo.
Voltando à carga
Tempo sem postar...
Estive aí com uma depressão das brabas. Passei alguns meses feito um zumbi. Espero conseguir voltar aos poucos a ser o que eu era antes.
domingo, 29 de março de 2009
Originais
Estou empolgadíssima com meus originais. Isso acontece de vez em quando. hehehehehe
Logo antes de eu pensar que está tudo uma porcaria e apagar tudo.
Definitivamente, minha maior crítica sou eu mesma.
Só que eu não posso escrever nada sobre os meus originais aqui...
peninha.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Não sendo Mallarmé
Estava lendo um livro e o autor escreveu sobre esse tal de Mallarmé, que eu nunca tinha ouvido falar. Aparentemente, o sujeito passou vinte e cinco anos escrevendo sobre o Livro que queria escrever e nunca escreveu o Livro, propriamente dito.
Fiquei pensando na quantidade de coisas que eu escrevo, a quantidade de anotações que eu faço sobre histórias e... eu não quero que isso aconteça comigo. Então, estou dando uma pausa nas anotações. Vou escrever é as histórias. Nem que eu tenha que escrever bem devagar para fazer as ideias fluírem.
Decidi, também, escrever apenas uma coisa de cada vez. Escrever de uma forma relaxada e constante. Estabelecer objetivos e metas e cumpri-los. Se vou, ou não, escrever mais fanfictions, eu não sei. O que eu sei é que ainda existe o desejo de fazer isso. Ainda há histórias que eu não escrevi e que eu gostaria de ver escritas. Se eu escrever, porém, será uma experiência pessoal. Quer dizer, é claro que eu publicaria no fanfiction.net. O que eu quero dizer é que eu estaria escrevendo de mim, para mim. Meio egoísta assim mesmo. Eu vejo que eu estou em um nível de maturidade muito maior que o pessoal que ainda lê as histórias (eu estou mais velha, mas os leitores continuam sendo jovens. Gostaria que fosse o oposto, é claro).
Se bem que... todo escrever não deixa de ser uma experiência pessoal. E sempre é algo que é ao mesmo tempo frustrante e recompensador. Irritante e calmante. Também li (no livro do Barthes, que foi o mesmo que me falou do Mallarmé), que ter talento é reconhecer as suas limitações. Estou tentando descobrir quais são as linhas que eu não posso forçar e aquelas que eu consigo dobrar.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Exercícios e loucura
Acabei tendo uns resultados muito estranhos de uns exercícios que eu estou fazendo. Alguma coisa faz sentido, outras não. Começando pelo que faz sentido...
O sol se movimenta no céu em uma velocidade alucinante, mas as sombras não saem do lugar.
Esperando...
Esperam a noite. Esperam os carros passando na rua.
A voz ficou atravessada na garganta.
A vida ficou atravessada na janela.
A mente não quer admitir que os pensamentos tiveram que fugir para bem longe de mim.
Enquanto isso, o sol caminha e as sombras, não.
O que não faz sentido é:
Nem a aranha arranja tempo para comer biscoitos. Os biscoitos são duros e desajeitados. Desajeitados como uma gravata na gaveta. Tenho medo da aranha na gravata. Ela não sabe o que está fazendo ali. Que coisa maluca! É como um sonho estranho. Nós não podemos nos preocupar com sonhos estranhos, eles sufocam. A loucura é o peso das esperanças na nossa cabeça, como a bunda de um elefante. Ou seria essa a minha bunda?
sábado, 1 de novembro de 2008
Hana e os seres inventados.
Estou trabalhando em uma história original. Estou me divertindo muito. Especialmente porque essa história envolve criaturas sobrenaturais. Isso é deveras interessante porque ninguém pode pegar e dizer que o que eu disse sobre tal criatura é verdade ou não. Eu posso simplesmente inventar. Inclusive aquilo que é do imaginário coletivo das pessoas. Eu posso falar o que eu quiser, eu posso fazer o que eu quiser com os personagens.
Não bastasse apenas isso, é muito, mas muito divertido mesmo, criar a sua própria classe de seres sobrenaturais. Estou amando isso!
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